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Não importa se estive, ou não!

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Aqui, incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Ouvir a nossa intuição é primordial!

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Aqui, incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Ouvir a nossa intuição é primordial!

Não importa se estive, ou não!

24
Fev18

Lindo este lugar

Gabriela Lima

Lindo este lugar. Estou a chegar a casa de uma família que me vai acolher durante cerca de 4 dias. Consegui marcar tudo ainda nos “States”. Atravessei meio terreno inglês e acabo de chegar a um local extraordinário, no meio de serras e frio cerrado, com enormes campos de pastagem, quais prados apreciados aquando de uma viagem aos Alpes alemães, mas, agora, de um verde de tom algo mais escuro e, se calhar, obscuro.

Vacas ao longe mugem e fitam desconfiadas para o carro que acaba de estacionar em frente a uma propriedade delimitada por uma cerca baixa, com portão alto. Avista-se um jardim relativamente denso, mas planeado, e uma casa de dois andares com sótão ao meio, de estilo campestre, do Norte de Inglaterra.

Saio do carro, e despeço-me de mais duas pessoas que seguiam viagem até outro destino. Não pedi boleia, trata-se de um carro alugado por quatro pessoas que nos conhecemos no avião e, em conversas muitas sobre nós, concluímos irmos todos quase pelo mesmo percurso até aos respetivos destinos. Fizemos contas e entendemos ficar mais barato e ser bem mais confortável e interessante fazermos a suposta viagem juntos. O primeiro tinha saído pouco antes de mim, numa terriola atrás do meu destino, cujo nome, confesso, nem reparei.

Toco à campainha, que alguém atende e tem a amabilidade de abrir o portão. Entro, certifico-me de que não haverá cães a surgirem de qualquer um dos arbustos e decido-me a seguir em frente até à porta. Vejo uma senhora de alguma idade a abrir a porta, a aguardar pacientemente a minha subida pelos degraus. Um olhar intenso simpático e curioso acarinha a minha inclusão no espaço. Cumprimenta-me com «Hello, my dear! You must be Garda, isn’t that right, dear?» [Olá, minha querida! É com certeza a Garda, não é verdade, querida?] a que respondo que «Sim, sou eu». Cautelosamente, a senhora ajuda-me a despir o casaco, que tinha comprado antes, sendo já do meu conhecimento o frio com que me iria deparar naquela paragem. A meio deste movimento, posso ver um senhor, suponho que o marido, a descer as escadas, com o corpo um pouco de lado, dada a dificuldade de deslocação sobre uma das pernas e mais facilidade de apoio sobre o corrimão com as duas mãos. Vejo também uma cadeira elétrica estacionada ao fundo das escadas, que deverá compensar, no sentido ascendente, o esforço da descida.

É o sr. Robson que me vem agora saudar à porta, convidando-me imediatamente a sentar-me na mesa da cozinha a beber um chá quente. Ainda só passaram 5 minutos das cinco, o chá está no ponto!

Soube-me pela vida aquele chá quentinho! De pés, agora, novamente quentinhos, deixei-me estar à conversa sobre a viagem e sobre de onde sou e o que ando a fazer, em tom de resumo, antes de levar as malas para o quarto e iniciar o meu ritual de integração. A ideia é conviver com este casal durante estes dias para me explicarem o seu modo de vida e eu poder vivê-lo também.

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