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Não importa se estive, ou não!

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Aqui, incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Ouvir a nossa intuição é primordial!

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Aqui, incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Ouvir a nossa intuição é primordial!

Não importa se estive, ou não!

25
Mar18

Escrevinho algo num papel

Gabriela Lima

Escrevinho algo num papel. Estou de volta, porque deixei de querer perseguir o mundo no encalço daquilo que penso ter encontrado. Preenchi AQUELA gaveta! Ainda não consegui fechá-la, permanece escancarada, na expectativa de não a vir a fechar… sei, no entanto, que o inevitável irá acontecer!

Escrevinho para me entreter na viagem de regresso, a olhar desvairada para o todo e a tentar encontrar aquele único ponto de união, de magia, de rasto perdido. Sonho com tudo igual e um nada diferente, ou com tudo diferente e um nada igual!

Olho para todos os lados e consigo vislumbrar os bons momentos no rescaldo de cada troço da minha não tão extensa viagem. Sorrio convencida de que sou o máximo, de saber o que conheci e de conhecer o que sei. Mas sinto um fio de profunda tristeza, porque não conclui esse caminho.

Escrevinho tudo isto e descrevo o meu estado em consciência. Agradeço, contudo, ter absorvido todas as emoções, todos os pensamentos, todas as ações, todas as interrelações, todas as conversas. Não me esquecerei. Conheci muitos alguéns até hoje e todos preenchem o meu lado relacionável.

Não tocarei, ouvirei, verei, cheirarei nem falarei com AQUELA pessoa outra vez. Estou convicta disso. Não procurarei nem serei procurada. Só sentirei e serei sentida. Disso estou certa e convicta. Não pergunto se será suficiente, não importa.

Não me atrevo a fechar a gaveta. Estou imbuída naquelas emoções e sentimentos. Paro de gatafunhar, recosto-me para trás, deixo-me recordar.

As imagens correm depressa, sem ordem nem sucessão lógica. Deixo acontecer… não paro, não critico, não penso… deixo correr aquele filme incomposto.

Não importa se estive ou não estive, se vivi ou não vivi, se tudo é diferente ou igual, porque, na verdade, é tão diferente quanto igual. O âmago é o que nos une e nós diferenciamo-nos não pelo que nós somos, mas pelo que queremos parecer ser. E enredados nesta imagem que parece ser, mas não é, acreditamos no que parece ser e não é. E assim se constroem seres, culturas e nações… iguais e diferentes! Termino a digressão sem vontade de desenvolvê-la e abro portas ao devaneio seguinte.

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