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Não importa se estive, ou não!

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Aqui, incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Ouvir a nossa intuição é primordial!

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Aqui, incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Ouvir a nossa intuição é primordial!

Não importa se estive, ou não!

19
Mar18

Desço para o átrio

Gabriela Lima

Desço para o átrio do hotel, olho em meu redor e sinto que sou uma mulher muito rica, no meio de tanto luxo e desço à realidade de ser um ser tão comum como a pessoa que vejo passar no passeio da rua, lá fora! Suspiro de alívio por não ser uma entidade famosa, conhecida e reconhecida que tem de colocar sempre os óculos escuros ou um chapéu de aba comprida para se esconder do reles público… o que até nem seria mau se gostasse da prática profissional cujo sucesso trespassasse o mundano… contradições malditas que nunca deixarão de existir!

O quarto é, sem dúvida, muito confortável… uma cama enorme só para mim, uma casa de banho do tamanho de um quarto normal a pequeno… a varanda é espaçosa o suficiente para me sentir recolhida e à vontade para esmiuçar com os olhos o ambiente da cidade. Gostava de conhecer a suite…

Quase que sinto o impulso de voltar a subir e rabiscar qualquer coisa no computador…

Mas sigo em sintonia com o outro impulso de ir lá para fora, misturar-me com a malta da ribalta e da vida simples, penetrar na atmosfera algo fresquinha, imiscuir-me nas casas, ruas, gentes e verdes, procurar um café com a minha cara, sentar-me, ler uma revista que comprei num quiosque por onde passei, que passaria a ler em modo de tradução difícil, a ver pelos meus já escassos conhecimentos dessa língua, para me entreter mais adiante a comparar as versões… original ou tradução? Às vezes, as línguas têm destas coisas… consoante o contexto, conseguem exprimir melhor do que o original, simplesmente porque podem exprimi-lo claramente através de uma ou duas palavras, ou porque já possuem a expressão ideal, sendo que leva uma eternidade de palavras à língua original para expô-lo ou não existe nenhuma expressão ideal para o fazer. Nesta reflexão, continuo a mostrar uma faceta inteligente e de pessoa com um não sei o quê, através de uma postura facial e corporal, que prende a atenção. Dou-me conta e mantenho o papel. A reflexão transforma-se em gozo, porque me lembro que a língua portuguesa, e como qualquer outra, com certeza, tem palavras que ficam extremamente engraçadas se calharmos de não escrevermos uma letra, mudando-lhe todo o sentido sério e sóbrio, para um sentido completamente estúpido e descabido. Por exemplo, palavras tão comuns como “pedido”… cai o primeiro “d” e logo podemos ler outra… «Pe(d)ido aprovado!»… e rio-me parva e descabida no meio de um tão conhecido café de cafés que me são, na  verdade, desconhecidos! Logo de seguida, surgem muitas de uma tiragem que não consigo controlar. Agora, já não devo transmitir aquele ar intelectual, mas um de mesmo muito maluquinha.

Leio um artigo engraçado e descubro que um dos animais mais perigosos do mundo… nunca lá chegaria… é o hipopótamo!

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