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Não importa se estive, ou não!

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Aqui, incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Ouvir a nossa intuição é primordial!

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Aqui, incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Ouvir a nossa intuição é primordial!

Não importa se estive, ou não!

29
Dez17

Estou na praia

Gabriela Lima

Estou na praia. Acho que é esta a combinada! Não me enganei. Não, claro que não!

Ali vem ele, o sr. Rapaz de ar bem-posto e tudo no sítio. Credo! Engordei uns quilos e não vou estar à altura.

Aproxima-se e cumprimenta-me com um beijinho doce na face esquerda, levanta a minha mão e diz «Vamos? Não percamos tempo. O dia está lindo!».

Incrível, ele disse “percamos”! Não é normal conjugarem o verbo assim. Como muito usariam outros auxiliares, tais como “Não vamos perder…”, “Não podemos perder…”; fala bem, o meu novo amigo.

Levou-me “voando” pela areia até à água, parou, olhou para mim, libertou o sorriso mais lindo do mundo e atirou-se em forma de golfinho a furar uma onda que me fez sentir mais alta. Logo de seguida, agarrou em mim para arrebatar com o meu estômago numa descida rápida e ritmada. Nesta descida laboriosa em termos de equilíbrio, surge um vulto a velocidade de torpedo, agarra-me pelas pernas, eleva-me, emerge da água, e solta-me num mergulho desarranjado… só tive tempo de apertar o nariz… saí da água e tive de prenda um beijo! Daqueles em que se fundem os lábios, parecendo que duram uma eternidade… só isso!

29
Dez17

Espera!

Gabriela Lima

Espera! Sei que lá para as quatro e pico tenho de estar em algum lugar! Sim… combinei ir à praia. Havia dúvidas se o rapaz iluminado ia conseguir estar a horas, mas parece que não vai haver problemas. Que bom. Ainda agora cheguei e já tenho companhia. Vou confirmar a praia para daqui a pouco, então.

Vou em direção à receção e olho para o lado esquerdo. Tem uma passagem interessante, em tons naturais, luzes suaves e música de relax.

Olho para a tabuleta com uma seta a indicar que por ali se vai para a zona de spa. Spa? Passei a adorar esta coisa desde que a inventaram… não, não é verdade… foi só desde que fiz uma mini experiência que começou com um presente de aniversário. Foi mini genial e quis repetir, mas resolvi oferecer-me algo melhor.

Uma viagem intemporal e temporal sem precedente.

Pergunto como posso aceder ao spa. Dão-me um cartão com direito a pedir os acessórios necessários: roupão, chinelos, etc. O Turismo… pois, tenho de lá ir.

Enquanto descortino qual dos caminhos devo seguir, vejo uma montra enorme, cheia de vida a sussurrar-me como eu gostaria de lá entrar e dar uma espreitadela ao vestido que vou levar logo ao jantar com o rapaz companheiro de primeira viagem; que não me esqueça também dos pormenores como brincos, colar, anéis, e umas sandálias… aquelas ali são perfeitas!

29
Dez17

Salto da cama

Gabriela Lima

Salto da cama meio atordoada e dou comigo num sítio completamente novo, airoso, solarengo, quentinho, confortável… e recebo uma sms repentina a dizer “Por volta das 4, 4 e meia, provavelmente ainda nos encontramos lá”… Que raio será isto?

Ó, pois…! Estou no Brasil, depois de uma viagem tormentosa, cheia de nuvens e ventos, durante a qual conheci um rapaz, um rapaz iluminado. Muito simpático, vinha também para aqui. E assim se passou o tempo no avião a conversar, fisgando olhares de surpresa «Sim… a sério? Não digas…», de compreensão «Pois, pois… as coisas são mesmo assim!», de entusiasmo «Claro! Vamos combinar», de algum embaraço «Desculpa, podes chegar-me aquela revista?» e, para não fugir ao costume dos costumes, de engate «Foi muito bom ter-te conhecido. Posso ficar com o teu contacto?». E o derradeiro olhar, aquele de alegria e corroboração da paixão «Liga-me, tá?».

Ah… o Brasil… O ar tem qualquer coisa de “contagiante”. 

Eu nem sei muito bem onde estou. Não tenho grande informação sobre o local. Tomo um duche e vou, depois, até ao turismo aqui do hotel para me dar umas luzes sobre por onde devo começar.

15
Dez17

Estou no aeroporto!

Gabriela Lima

Estou no aeroporto! Dou um passeio pelas caixas das operadoras de voo e tento decidir-me sobre qual vai ser o meu primeiro destino. É difícil… tenho dinheiro, posso escolher qualquer um… mas não sei por onde possa ou deva começar… será melhor auscultar de perto a sensação em resposta à pergunta: para onde quero ir já, neste momento, quase sem pensar? Já, já… assim de repente… vou até ao Brasil… nunca lá fui, a língua facilita, o tempo está quentinho e posso fazer praia. Compro um livro para poder entreter-me enquanto espero… não demora muito, porque o voo é daqui por duas horas e foi uma sorte ter conseguido vaga. Estou empolgada com a minha ambição idiota de fazer uma viagem destas na companhia de mim mesma. Não procuro conversa com ninguém, porque sei que isso acontecerá de qualquer modo, como acontece, por exemplo, numa simples paragem de autocarro. Penso não ser esta uma situação de exceção.

15
Dez17

Agarro no casaco

Gabriela Lima

Agarro no casaco, numa mala pequena com rodinhas (para não me cansar), enfio lá dentro o portátil que acabei de comprar, algumas mudas de roupa interior, dois pares de t-shirts, um casaquinho, dois pares de jeans, escova e pasta dos dentes, creme da cara, champô, caixinha de “ferramentas” de cuidados estéticos faciais, algo mais para a higiene feminina e numa carteira pequena com o essencial: porta-moedas, documentos necessários, cartões multibanco e visa, agenda e lista de telefones (é sempre bom poder ter os contactos disponíveis em papel, não vá o diabo tecer!) e saio porta fora rumo a uma farmácia para incluir, no pacote de viagem, comprimidos essenciais para alergias, dores de cabeça, resfriados e outros que tais. Saio da farmácia e, em dúvida, não me meto no carro. Deixo-o estacionado em local seguro, legal e gratuito e apanho um táxi. Peço para me levar ao aeroporto, de preferência pela via mais rápida que descrevo, para não ser enganada a título de turista com ar alucinado.

15
Dez17

Prefácio

Gabriela Lima

A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Por vezes, todos os traços parecem estar devidamente alinhados e definidos e, de repente, acordamos de manhã com a impressão de que tudo está intrincado ou, se calhar, ao contrário, tudo parece estar totalmente desligado, ou algumas pontas estão soltas, não se lhes conseguindo estabelecer o elo. Neste quadro incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Incluem-se ainda as vontades e “não-vontades” e o cenário completa-se, afinal, de alguma forma enredado. É inevitável, porque todos estamos uns com os outros e presenciamo-nos, sentimo-nos, mesmo quando estamos distantes. Não é fácil ouvir a nossa intuição e seguir o caminho que ela apresenta, e mesmo que a ouçamos, nem sempre é viável libertarmo-nos por forma a seguir esse percurso que eu diria “etéreo”. Então, cingimo-nos aos nossos “deveres, pensares e viveres” e guardamos o “etéreo” num recanto do sentir e viver íntimo que é, no fim, o que nos vai dando alento. Foi neste “pulsar” que comecei a escrever, em forma de breve relato, passagens imaginárias que dão relevo essencialmente à interrelação pessoal, algo para mim essencial ao Ser. Dar abertura ao mundo é darmo-nos a oportunidade de não estarmos sozinhos, mesmo que o estejamos, pelo menos, aparentemente. Por vezes, culpamos os outros de estarmos sozinhos e não nos damos conta que, num mundo em que se fala tanto do predomínio das “malfadadas depressões”, a escolha de (não) estarmos sós é, na verdade, nossa, de cada um. Fica, então, a iniciativa por conta de cada um…

 

Vou postando pequenas passagens... com tempo... afinal, antes de tudo, eu tenho de trabalhar 

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